13.2.05

Dia dos Namorados Consumistas

O dia dos Namorados é uma estupidez. E até podem dizer que sou insensível, mas não sou. Amor que é amor é todos os dias. Não é um perfume nem um jantar. Fazer o que se faz nesse dia num qualquer dia do ano tem outro mojo. Porque não há hora nem dia para fazer o que se gosta.
S. Valentim moderno é um gastador do gamardo. Deve ter qualquer acordo com as lojas de perfumes e restaurantes com violinos. Se calhar tem uma comissãozinha, e dps reina à grande e à francesa no seu harém cheio de almofadinhas aos corações e outras merdas que não significam nada, como tecidos acetinados, ursinhos remendados, e outros objectos com uma etiqueta que diz "Compra-me, gasta o teu dinheiro inutilmente" na testa (ou na costura do rabinho).

Mas, não desesperem, tenho uma solução. Mudar o dia de S. Valentim para o dia 25 de Dezembro. E exemplifico aqui a carta de um senhor casado, com os seus 40 e poucos anos.

Caro Pai Natal.
Tenho sido um bom marido. Tenho chegado à hora do jantar a casa, e já há duas semanas que não aceito mamadas daquela estagiária que eu avalio. Prometo que vou tentar não alapar o cu no sofá quando a minha mulher arruma a cozinha, mas não podia ser tudo bom, não é?
Portanto, e tendo em conta o meu comportamento, quero de prenda a Angelina Jolie. Tu fazes a reserva do hotel. Um qualquer, que eu nunca te peço nada de mais.